Um novo curso gratuito de cibersegurança oferecido pela Microsoft em parceria com o SENAI-SP busca ampliar o acesso de estudantes, profissionais e interessados aos conhecimentos básicos necessários para utilizar a tecnologia com mais segurança.
Batizada de CyBR – Princípios de Cibersegurança, a formação possui carga horária de oito horas, acontece a distância e está disponível para qualquer pessoa interessada por meio da plataforma do SENAI-SP. O lançamento amplia uma parceria iniciada em dezembro de 2025, cuja meta é capacitar 50 mil pessoas até o fim de 2026.
O conteúdo não se limita a ensinar como criar uma senha forte. A trilha aborda Zero Trust, gerenciamento de identidades e acessos, proteção contra ameaças, privacidade, governança de dados, segurança em nuvem e proteção de dispositivos.
Além disso, os participantes encontram orientações sobre backups, atualização de sistemas e prevenção de riscos digitais.
Em um cenário marcado por phishing, roubo de credenciais, malware e vazamentos de dados, iniciativas como essa ajudam a transformar a segurança da informação em conhecimento acessível também para quem não trabalha diretamente com tecnologia.
O que é o curso gratuito de cibersegurança da Microsoft e SENAI-SP?
O curso gratuito de cibersegurança faz parte do programa CyBR, desenvolvido pela Microsoft e pelo SENAI-SP para ampliar conhecimentos relacionados à proteção digital e à chamada ciberhigiene.
O SENAI-SP classifica a formação como curso de aperfeiçoamento profissional a distância e informa que seu objetivo é desenvolver competências sobre conceitos, riscos, boas práticas e ferramentas fundamentais de cibersegurança.
A proposta é ensinar não apenas conceitos técnicos, mas hábitos capazes de reduzir riscos no uso cotidiano da tecnologia.
Portanto, o conteúdo pode ser útil tanto para quem pretende iniciar carreira na área quanto para profissionais que apenas desejam compreender melhor como proteger contas, equipamentos e informações.
Quanto tempo dura o curso?
A formação possui oito horas de carga horária.
O curso acontece a distância, o que permite ao participante organizar os estudos conforme sua disponibilidade. A inscrição é realizada diretamente pelo site oficial do SENAI-SP.
Segundo a Microsoft, a oferta é aberta ao público interessado, além de atender professores e estudantes ligados à instituição.
Assim, não se trata de uma capacitação restrita a especialistas em TI.
O que será ensinado?
A programação reúne conceitos que aparecem diariamente em estratégias modernas de cibersegurança.
Entre os assuntos divulgados pela Microsoft estão:
- Zero Trust;
- gerenciamento de identidades;
- controle de acesso;
- proteção contra ameaças;
- governança de dados;
- privacidade;
- segurança no Azure;
- proteção de dispositivos;
- backups;
- atualização de sistemas;
- cidadania digital;
- prevenção de riscos.
Além disso, o programa inclui simulações e exercícios voltados à aplicação prática do conhecimento.
Na prática, o participante começa a compreender por que segurança digital não depende de uma única ferramenta.
Antivírus, firewall ou VPN podem ajudar. Entretanto, uma estratégia eficiente também precisa proteger identidades, credenciais, dispositivos e dados.
O que é Zero Trust?
Um dos conceitos apresentados na formação é Zero Trust, ou Confiança Zero.
A ideia parte de um princípio simples: nenhum usuário ou equipamento deve receber confiança automática apenas porque já está conectado à rede de uma organização.
Antes de conceder acesso, sistemas podem analisar identidade, dispositivo, contexto e recurso solicitado.
Consequentemente, uma senha comprometida não deveria, sozinha, permitir acesso irrestrito a toda a estrutura empresarial.
Esse conceito tem ganhado importância justamente porque ataques de phishing e engenharia social frequentemente procuram roubar credenciais legítimas.
Por isso, Zero Trust trabalha em conjunto com mecanismos como autenticação multifator, controle de acesso e gestão de identidades.
Por que aprender cibersegurança se tornou necessário?
Os próprios dados apresentados no lançamento ajudam a responder essa pergunta.
Segundo informações citadas pela Microsoft a partir de dados da Anatel, NIC.br e TIC Domicílios, somente 39,43% dos brasileiros declararam adotar medidas eficazes de proteção, como senhas fortes ou autenticação em dois fatores.
Além disso, apenas 29,5% disseram alterar configurações de privacidade.
Ao mesmo tempo, quase metade da população utiliza serviços financeiros digitais.
O levantamento citado pela empresa aponta que 48,85% utilizam serviços bancários on-line ou pelo celular, enquanto 44,41% realizam compras pela internet.
Portanto, existe uma diferença preocupante entre utilizar serviços digitais e saber protegê-los.
É justamente nessa lacuna que um curso gratuito de cibersegurança pode produzir impacto.
Cibersegurança não é assunto apenas da equipe de TI
Durante muito tempo, segurança da informação ficou associada aos profissionais responsáveis por servidores, redes e computadores.
Esse cenário mudou.
Um funcionário do setor financeiro pode receber um boleto falso.
O departamento de Recursos Humanos pode abrir um arquivo malicioso.
Um gestor pode entregar sua senha em uma página de phishing.
Já um usuário comum pode reutilizar a mesma credencial em vários serviços e transformar um único vazamento em comprometimento de várias contas.
Consequentemente, o comportamento humano se tornou uma parte central da segurança cibernética.
Por isso, empresas também precisam investir em treinamento contínuo.
A M A Segurança Digital aborda essa necessidade em seus programas de treinamento em segurança digital para empresas, que trabalham identificação de e-mails falsos, links maliciosos, proteção de dispositivos e resposta a riscos.
O programa pretende capacitar 50 mil pessoas
A parceria entre Microsoft e SENAI-SP começou a ser estruturada em dezembro de 2025.
Na ocasião, as instituições anunciaram a meta de formar mais de 50 mil pessoas em segurança digital até o final de 2026.
O projeto também envolve capacitação de docentes.
Esses profissionais recebem formação em temas avançados relacionados a arquitetura de cibersegurança, operações de segurança, identidade e acesso e segurança na nuvem. Depois disso, podem atuar como multiplicadores desse conhecimento.
Essa estratégia é relevante porque cria um efeito de escala.
Em vez de restringir o conhecimento a pequenos grupos especializados, a proposta leva conceitos de proteção digital para estudantes, professores e profissionais de diferentes áreas.
O que o curso ensina sobre phishing e golpes?
Desde a apresentação original do programa CyBR, Microsoft e SENAI-SP incluíram entre os objetivos da formação a capacidade de reconhecer golpes, fraudes e ataques de phishing.
O tema merece destaque.
Phishing utiliza mensagens falsas para induzir a vítima a entregar uma senha, acessar um site fraudulento, abrir um arquivo ou realizar alguma ação desejada pelo criminoso.
Por isso, tecnologia sozinha não resolve o problema.
Um ataque pode atravessar ferramentas de proteção simplesmente porque convenceu a própria vítima a autorizar determinada ação.
Treinamento e conscientização, portanto, funcionam como uma camada adicional de defesa.
Formação digital também aumenta empregabilidade
Existe ainda uma dimensão profissional.
Conhecimentos de cibersegurança deixaram de interessar apenas a analistas especializados.
Profissionais administrativos, gestores, advogados, contadores, professores e equipes de compliance lidam diariamente com dados, sistemas e credenciais.
Consequentemente, compreender conceitos de proteção digital passou a representar uma competência útil em diferentes carreiras.
Segundo a Microsoft e o SENAI-SP, a parceria também pretende ampliar a empregabilidade e preparar trabalhadores para uma economia cada vez mais dependente de tecnologias digitais.
Como fazer o curso gratuito de cibersegurança?
O processo começa no site oficial do SENAI-SP.
O interessado deve procurar pela formação:
CyBR – Princípios de Cibersegurança
A página oficial informa carga horária de oito horas e modalidade a distância, além de disponibilizar a opção de inscrição.
É importante utilizar sempre o endereço oficial do SENAI-SP.
Essa recomendação é especialmente válida porque criminosos também exploram inscrições, cursos e falsas oportunidades profissionais em campanhas de phishing.
Portanto, mesmo quando o assunto é aprender segurança digital, o primeiro exercício já começa na escolha do site correto.
Microsoft também pretende capacitar milhões em habilidades digitais
O CyBR integra uma iniciativa maior da Microsoft chamada ConectAI.
O programa prevê capacitar 5 milhões de pessoas no Brasil em inteligência artificial até 2027.
Segundo a empresa, até junho de 2026 mais de 4,2 milhões de pessoas já haviam participado de capacitações, enquanto mais de 1,5 milhão de trabalhadores obtiveram certificações. A iniciativa reúne uma coalizão de 43 parceiros dos setores público, privado e da sociedade civil.
Isso mostra como formação em inteligência artificial e cibersegurança começam a caminhar juntas.
Quanto mais tecnologia utilizamos, maior precisa ser nossa capacidade de compreender seus riscos.
Educação é uma das melhores ferramentas de segurança digital
O lançamento do curso gratuito de cibersegurança da Microsoft e SENAI-SP reforça um princípio importante.
Segurança não começa no momento do ataque.
Ela começa antes, por meio de conhecimento, boas práticas e capacidade de reconhecer comportamentos suspeitos.
Senhas fortes, autenticação multifator, backups, atualização de sistemas e cuidado com phishing podem parecer medidas simples. Entretanto, sua ausência continua abrindo espaço para fraudes, roubo de credenciais e comprometimento de dados.
Por isso, democratizar esse conhecimento também representa uma estratégia de proteção coletiva.
A tecnologia continuará evoluindo. Os golpes também.
Quanto maior o número de pessoas capazes de reconhecer riscos digitais, menor será a vantagem do criminoso que depende justamente da falta de informação da vítima.
A M A Segurança Digital atua com palestras, capacitações e treinamentos em segurança digital, cibersegurança, prevenção a fraudes, proteção de dados e conscientização de equipes.
Por Marco Aurélio – Perito em Segurança Digital | M A Segurança Digital
Advogado e Formado em Segurança Pública, é Especialista em Perícia Digital Forense e Direito Digital, Marco Aurélio atua como palestrante em Segurança Digital, com foco na prevenção e análise de incidentes cibernéticos, proteção de dados e compliance digital. Criador da M A Segurança Digital e autor do livro “Filhos Conectados, Pais Preparados”, dedica-se a traduzir a tecnologia em linguagem jurídica e prática para empresas e profissionais do Direito.
Fontes consultadas
A Microsoft Brasil anunciou oficialmente, em 8 de setembro de 2026, a ampliação do CyBR e detalhou conteúdo, carga horária, público e metas do programa.
O SENAI-SP mantém a página oficial do curso CyBR – Princípios de Cibersegurança, com modalidade a distância, objetivo da formação e carga horária de oito horas.
O anúncio original da parceria entre SENAI-SP e Microsoft, realizado em dezembro de 2025, detalhou a meta de capacitação, a formação de docentes e os temas relacionados a phishing, autenticação multifator, privacidade e Zero Trust.