Donos de iPhone são menos cuidadosos com segurança digital, aponta estudo
Por Marco Aurélio – Perito em Segurança Digital | M A Segurança Digital
Publicado em 22 de agosto de 2025
Um estudo recente revelou que usuários de iPhone tendem a ser menos cuidadosos com práticas de segurança digital do que donos de dispositivos Android. A pesquisa, realizada pela empresa de cibersegurança Beyond Identity, entrevistou 1.050 usuários de smartphones nos Estados Unidos, trazendo insights relevantes sobre o comportamento digital da população.
Segundo o levantamento, mais da metade dos usuários de iPhone (52%) já tiveram contas online hackeadas, contra 33% dos usuários de Android. Além disso, 24% dos donos de iPhone relataram ter usado a mesma senha em várias contas, prática que aumenta significativamente o risco de ataques cibernéticos.
Outro dado preocupante é que 27% dos usuários de iPhone admitiram compartilhar suas senhas com amigos ou familiares, enquanto entre os usuários de Android esse número caiu para 17%.
O mito da segurança no iPhone
Muitos acreditam que possuir um iPhone é sinônimo de maior proteção digital. Embora o sistema iOS seja conhecido por suas barreiras de segurança e controle rigoroso sobre aplicativos, o estudo aponta que o comportamento do usuário é um fator determinante na vulnerabilidade.
De nada adianta um dispositivo robusto se o dono mantém hábitos inseguros, como repetir senhas, não ativar autenticação de dois fatores ou clicar em links suspeitos.
Recomendações de segurança
Especialistas reforçam que a segurança digital não depende apenas do aparelho, mas sim da postura do usuário. Algumas medidas fundamentais incluem:
- Ativar autenticação de dois fatores (2FA) em todas as contas;
- Não repetir senhas em diferentes serviços — usar gerenciadores de senhas pode ajudar;
- Manter o sistema operacional atualizado para corrigir falhas de segurança;
- Evitar clicar em links suspeitos recebidos por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens;
- Desconfiar de aplicativos fora das lojas oficiais.
O impacto jurídico do descuido digital
No Brasil, casos de golpes aplicados a partir de contas comprometidas já levaram a discussões jurídicas sobre responsabilidade civil. Em algumas situações, tribunais têm reconhecido a responsabilidade do usuário que não adota medidas mínimas de segurança, especialmente quando isso afeta terceiros.
Assim, manter hábitos digitais seguros não é apenas uma questão de autoproteção, mas também de responsabilidade jurídica.
Conclusão
O estudo da Beyond Identity mostra que, mesmo entre usuários de iPhone, há um excesso de confiança que pode levar à negligência. A segurança digital precisa ser vista como um comportamento contínuo, e não apenas como um recurso do dispositivo.
Advogados, empresários e cidadãos em geral devem compreender que a prevenção é a melhor forma de evitar prejuízos financeiros, emocionais e legais.